Conheces o ''Mundo Salesiano''?

Fazemos parte de um grupo de trabalho, do 12º ano, da área curricular nao disciplinar de Área de Projecto da Escola Salesiana de Manique, e, como membros da comunidade educativa iniciada por D. João Bosco, como alunos salesianos, somos parte de um todo, cada um de nós, cada escola, cada instituição está enquadrada numa ideologia, numa crença comum a todos, fazemos parte de um meio que nos rodeia e que nos é comum e no entanto estranho. Com base na falta de uma perspectiva mais exacta, de não existir uma consciência comum acerca do que pertencemos, no fundo, do que somos, pretendemos, através do desenvolvimento deste projecto, auxiliar cada aluno salesiano, não só português como também estrangeiro, a entender melhor toda a grande envolvência de que faz parte, o todo a que chamamos, o mundo salesiano. Consideramos pertinente desenvolver este projecto pois julgamos que é fundamental para qualquer aluno salesiano ou indivíduo exterior à comunidade educativa, ter uma ideia geral acerca do mundo salesiano. Tendo em conta que até à data não existe uma plataforma acessível a qualquer cidadão que para além de conter informações gerais e pouco aprofundadas, fomente o diálogo e partilha, concordámos em criar um blogue onde isso se torne realidade. Assim o nosso trabalho vai desenvolver-se em torno da questão: “E tu, conheces o mundo salesiano?”

''Mundo Salesiano''?

We are part of a work group, of the 12º grade, on a non curricular area of 'Área de Projecto' of the Escola Salesiana de Manique, and, as members of the community constructed by D. João Bosco, as salesianos' pupils, we are part of one world, each one of us, each school, each institution is fit in an ideology, a common belief to all of us, we are part of a comunity that encircles us, but, however, we don´t know anything about it. Due to the lack of a more precise perspective, of a common conscience concerning where we belong, of what we are; We intend, through the development of this project, to assist each salesiano pupil, to understand the world that sorrounds them, what we call, the salesianos' world. We consider pertinent to develop this project because we think that it is basic for any salesiano pupil or exterior individual to the educative community, to have a general idea concerning the salesiano world. Having in mind that until this date does not exist an accessible platform to any citizen who seeks general information, dialogue and sharing, we agreed on creating one blog where this will become reality. So, our work goes around the question: “Do you know the salesianos?“

terça-feira, 3 de maio de 2011

História

Fundação

João Melchior Bosco nasceu em 15 de Agosto de 1815 em Becchi, perto de Turim, norte de Itália. Aos dois anos de idade ficou órfão de pai, assim a partir dos seus dois anos a sua mãe, Margarida, ficou a única responsável pela sua educação, e dos seus irmãos António e José, ensinando-lhe a ver o rosto de Deus em tudo, principalmente no rosto dos mais pobres.
A sua vida vai ser marcada por sonhos, sendo aquele que teve aos 9 anos de grande importância.
"Na idade de 9 anos tive um sonho, que me ficou profundamente impresso na mente por toda a vida. Pareceu-me estar perto de casa. Numa área bastante espaçosa onde uma multidão de meninos estava a brincar. Alguns riam, outros divertiam-se, não poucos blasfemavam. Ao ouvir as blasfémias, lancei-me de pronto no meio deles, tentando, com socos e palavras, fazê-los calar.”

Neste momento apareceu um homem venerando, de aspecto varonil, nobremente vestido. Um manto branco cobria-lhe o corpo; seu rosto, porém, era tão luminoso que eu não conseguia fitá-lo. Chamou-me pelo nome e mandou que me pusesse à frente daqueles meninos, acrescentando estas palavras:

– Não é com pancadas, mas com a mansidão e a caridade que deverás ganhar esses teus amigos. Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado e a preciosidade da virtude.
Confuso e assustado, repliquei que eu era um menino pobre e ignorante, incapaz de lhes falar de religião. Senão quando aqueles meninos, parando de brigar, de gritar e blasfemar, juntaram-se ao redor do personagem que estava a falar.

Quase sem saber o que dizer, acrescentei:

- Quem sois vós que me ordenais coisas impossíveis?

– Justamente porque te parecem impossíveis, deves torná-las possíveis com a obediência e a aquisição da ciência.

- Onde, com que meios poderei adquirir a ciência?

- Eu te darei a mestra, sob cuja orientação poderás tornar-te sábio, e sem a qual toda sabedoria se converte em estultície.

-Mas quem sois vós que assim falais?

-Sou o filho daquela que tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia.

- Minha mãe diz que sem sua licença não devo estar com gente que não conheço; dizei-me, pois, vosso nome.

– Pergunta-o à minha mãe


Nesse momento vi ao seu lado uma senhora de aspecto majestoso, vestida de um manto todo resplandecente, como se cada uma de suas partes fosse uma estrela. Percebendo-me cada vez mais confuso em minhas perguntas e respostas, acenou para que me aproximasse e, tomando-me com bondade pela mão, disse:

- Olha.

Vi então que todos os meninos haviam fugido, e em lugar deles estava uma multidão de cabritos, cães, gatos, ursos, e outros animais.

– Eis o teu campo, onde deves trabalhar. Torna-te humilde, forte, robusto; e o que agora vês a esses animais, deves fazê-los aos meus filhos.


Tornei então a olhar, e em vez de animais ferozes apareceram mansos cordeiros que, saltitando e balindo, corriam ao redor daquele homem e daquela senhora, como a fazer-lhes festa.

Neste ponto, sempre no sonho, desatei a chorar, e pedi que falassem de maneira que eu pudesse compreender, porque não sabia o que significava tudo aquilo. A senhora descansou a mão em minha cabeça dizendo:

– A seu tempo tudo compreenderás.

Após essas palavras, um ruído qualquer me acordou, e tudo desapareceu.

Permaneci atónito. Parecia que as minhas mãos doíam devido aos socos que tinha dado, que a minha cara doía pelos socos recebidos. Aquele personagem, aquela senhora, as coisas ditas e ouvidas, ocuparam-me de tal forma a mente que não consegui retomar o sono naquela noite." Quando contou à mãe o seu sonho, esta disse-lhe que talvez viesse a ser padre. Quando ia à feira com a mãe, João gostava de assistir a espectáculos de ilusionistas, para depois poder actuar para os seus amigos, fundando com estes, em Chieri, a Sociedade da Alegria.
O gosto pelo estudo demonstrado por João Bosco não agradava ao seu irmão António.  Assim, saiu de casa aos 12 anos, tendo ido cuidar de bois na fazenda dos Moglia e estudava debaixo das árvores. Tornando a casa, apenas, quando António se casa. Foi estudar para o seminário de Chieri, onde aprendeu vários ofícios como o de alfaiate, ferreiro e tipógrafo.
A 5 de Junho de 1841, foi ordenado sacerdote, durante a revolução industrial e na falta de condições que os jovens enfrentavam, Dom Bosco dedicou-se aos jovens abandonados da cidade de Turim “produtos da era da industrialização”, devido à fuga dos camponeses do campo para as cidades. Certo dia conheceu Bartolomeu Garelli, um dos muitos jovens com que se cruzou e fez a promessa de lhe dar catequese.   
Algo que impressionava Dom Bosco era  os numerosos jovens que acabavam na prisão. Querendo acabar com esta realidade dirige-se as ruas para falar com eles, ao contrário dos outros párocos que esperavam que os garotos os fossem ter com eles.
Em 1841, começa o oratório de D.Bosco. E em poucos meses o oratório tinha já 80 jovens. Passados 6 anos sentiu a necessidade de dar um lar àqueles que não tinham onde pernoitar, transformando o oratório num internato.
No segundo Domingo da Quaresma (Páscoa), 15 de Março de 1846, D.Bosco com os 300 rapazes do seu oratório fora corrido pelos irmãos Filippi. Olhava para os seus rapazes e não sabia onde se reuniriam na semana seguinte.
Todos o tinham mandado embora. Ao cair da noite daquele dia - escreve - olhei para a multidão dos rapazes que jogavam. Estava sozinho, sem forças, a saúde tremida. Saindo dali, pus-me a andar sozinho e não consegui conter as lágrimas:
  "Meu Deus - exclamei - dizei-me o que devo fazer".
Naquele momento chegou, não um arcanjo, mas um homenzinho gago: Pancrácio Soave. Perguntou-lhe:
"É verdade que você procura um lugar para fazer um laboratório?". "Não. Eu quero fazer um oratório". "Não percebo a diferença. De qualquer modo, tenho um lugar para si. É do senhor Pinardi; venha vê-lo".
D.Bosco percorre em diagonal aqueles 300 metros (de Sudeste a Noroeste, na estrada que então se chamava "Via della Giardiniera"). Deu com um barracão com rés-do-chão e primeiro andar.
O Pinardi mostrou-lhe um alpendre atrás da casa. Lá está ela, ainda hoje anichada atrás dos edifícios. Sem grande aparência. Mas daqui se desenvolveu toda a obra de Dom Bosco.
(Oratório: espaço relativo à oração, D. Bosco queria construir um oratório, pois é um espaço onde existe maior proximidade com Deus, o religioso, é um local espiritual)
Agora chama-se "Capela Pinardi", mas na altura era apenas um armazém que servia às lavadeiras da cidade para guardar material.
Tornar-se-á o centro de toda a obra salesiana no mundo.

Dom Bosco funda as escolas profissionais em 1853. Este tipo de escola respondia as necessidades da época, tendo oficinas de alfaiate, encadernação, carpintaria, tipografia e mecânica, possibilitando um emprego no futuro.


O internato do Oratório cresceu e em 1861, eram 800 rapazes que o frequentavam. A mãe de Dom Bosco assumiu um papel importante no crescimento deste projecto apoiando e ajudando-o, sempre que podia, chegando mesmo a vender objectos pessoais para obter dinheiro, para ajudar nas despesas da alimentação e da educação dos jovens. O sistema educativo da mãe Margarida baseava-se na razão, amabilidade e religião.
Dom Bosco percebeu que em tempos de fome era preferível “ensinar a pescar do que dar o peixe”, proporcionando condições para que conseguissem um lugar onde trabalhar.

Nos anos seguintes, Dom Bosco fundou e organizou a Congregação Salesiana, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou 59 casas salesianas em 6 países, pois os jovens continuavam a procurar D.Bosco pela sua bondade e alegria. Ao longo do desenvolvimento da obra de João Bosco, Miguel Rua torna-se um homem de confiança, sendo que D.Bosco lhe promete que faram tudo a meias.
Morreu em 31 de Janeiro de 1888, deixando esta recomendação: “Amem-se como irmãos. Façam o bem a todos e o mal a ninguém. Digam a meus jovens que os espero no paraíso”. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1934, pelo Papa Pio XI.





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