Michel Rua, conhecido em Português como Miguel Rua, foi um sacerdote católico, Reitor da Congregação Salesiana, entre 1888 e 1910 como primeiro sucessor de Dom Bosco.
Foi o Reitor-Mor que teve mais tempo no cargo (22 anos) e é reconhecido como a mão direita de Dom Bosco, perto do qual estava a partir de 19 anos, no Oratório de Turim.
O padre Miguel Don Rúa fue además el Rector Mayor que posibilitó la mayor expansión de la en el mundo al enviar a muchos países.Rua foi também quem possibilitou a expansão dos Salesianos pelo mundo chegando ele próprio a visitar muitos países especialmente na Europa.
Paulo Álbera (1844 - 1921)
Reitor-Mor de 1910 a 1921
- estreitar os vínculos de fraternidade que incrementassem os frutos da educação recebida e facilitasse a mútua ajuda;
- difundir na família, na sociedade e particularmente entre os jovens, o espírito cristão;
- promover e enfim, concretizar iniciativas particulares e públicas para sustento e defesa das muitas obras de assistência e previdência religiosa e social, suscitadas no nome de Dom Bosco.
Este programa foi muito eficaz por ocasião do enfurecer da primeira guerra mundial quando foi necessário organizar, nas diversas nações beligerantes, grandes obras de caridade e de assistência.
Filipe Rinaldi, Bem-aventurado (1856-1931)
Depois de ter dado sólida base à Sociedade Salesiana de São João Bosco na Espanha, e de ter sido por 21 anos vigário dos primeiros dois sucessores do santo, foi eleito Superior Geral. Neste elevado ofício, demonstrou zelo e paternidade admiráveis, acentuando que a verdadeira fisionomia da obra salesiana não está tanto nos sucessos exteriores mas na profunda, serena e calma vida interior. Traduziu este seu dinâmico conceito da espiritualidade e do trabalho em força socialmente eficaz, esforçando-se junto a Pio XI para que anexasse a indulgência plenária à santificação do trabalho. Animador de movimentos laicais, animou e dirigiu o grupo juvenil de moças que, inspirando-se em Dom Bosco, propunham, desde 1910, unir os dois ideais de vida consagrada e de apostolado no mundo, para o bem da juventude. Foi o início do Instituto Secular das “Voluntárias de Dom Bosco” (VDB). Mas, com zelo particular, Pe. Rinaldi voltou-se, antes ainda, para o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora que, de seus conselhos recebeu a linfa da Congregação Salesiana. Com ele, a Congregação Salesiana cresceu de 4.788 membros em 404 casas, para 8.836 membros em 644 casas. E este crescimento realizou-se numa atmosfera em que “se respeitava mais a afeição do pai que a autoridade do superior”. Aí está o sinal mais característico do reitorado e da santidade do Pe. Rinaldi. “É verdade - afirmou o Pe. Ricaldone - que muitas vezes sentiu-se enfraquecido, mas conseguiu fazer um bem extraordinário. Ocupou-se com entusiasmo da formação do pessoal com reuniões, visitas, escritos que o tornaram apreciado e amado por todos” Foi um trabalhador incansável. De muitos modos e por toda vida, sem poupar fadigas, procurou incrementar entre os funcionários e operárias de toda categoria, as formas associativas e as organizações de poupança que se desenvolveram com o crescimento do sindicalismo cristão e das associações de previdência. A todos os salesianos recomendou particularmente a assistência aos imigrantes sem distinção de nacionalidade, acentuando na caridade o máximo universalismo. As suas extraordinárias virtudes e a fama permanente após a morte, levaram a promover a causa de Beatificação e Canonização. |
Pedro Ricaldone (1870 - 1951)
Reitor-Mor de 1932 a 1951 Por duas vezes deu volta completa no mundo, levando a toda a parte o valor das suas directrizes, a grande compreensão do coração, o incremento promocional entre os nativos e a solicitude entre os imigrantes. Multiplicou os estudos profissionais, garantindo-lhes, em toda parte, o pessoal técnico especializado. Mas ele voltou as suas solicitudes para a congregação toda, a ponto de ver redobrado, em poucos anos, o número de professores, e sempre em rigorosa coerência com as origens. O coração e o espírito levaram-no, clandestino, além das linhas da revolução espanhola nos anos trinta, para confortar e animar. Foi autor de apreciadas publicações. A sua obra publicista e social brilha, entre outras, numa Biblioteca Agrária Salesiana de 140 volumes, na qual, desde os tempos da sua directoria na Espanha, ele mantém em dia os conceitos correntes no campo da agricultura. Escreveu para trabalhadores e empresários. Ao longo de sua vida publicou outras obras significativas, destacando-se o “Dom Bosco Educador” que ensinava não só na teoria, mas na prática. Ao romper da guerra (1941) ele determinou que em todas as Inspectorias salesianas houvesse uma casa para jovens órfãos ou refugiados, e que em todos os Institutos fossem recebidos gratuitamente alguns menores necessitados. As benemerências do Pe. Ricaldone foram reconhecidas na Itália com a premiação da “Estrela de ouro” ao mérito rural e da “Estrela de ouro” ao mérito escolar. Melhores estrelas, entretanto, brilharam no seu céu, acesas pela sua caridade e pelo seu expressivo reconhecimento do mundo inteiro. |
Chegou ao vértice depois de autênticas experiências, tendo sido militar, depois, professor e animador entre os jovens. Após as experiências de Conselheiro Geral e Vigário, regeu a Congregação nos difíceis anos de pós-guerra, incitando-a à unidade na vida espiritual fervorosa e no carisma de Dom Bosco.
Pe. Ziggiotti foi o primeiro Reitor-Mor Salesiano que, “passada a geração crescida na escola directa do fundador Dom Bosco”, precisou de “entrar nas fileiras” depois de um excepcional serviço.
O seu reitorado no pós-guerra foi marcado além das normais actividades de governo por uma extraordinária volta ao mundo que levou o superior a um contacto directo com a realidade da Congregação. A viagem fê-lo conhecer todos os irmãos, deu-lhe modo de confirmar e encorajar programações e particularmente impulsionou a reconstruir no espírito a unidade comunitária que os acontecimentos bélicos tinham prejudicado com anos de separação e segregação. Soube reconstruir democraticamente, quase em festa, mas nem por isso menos incisivamente.
Se tinha o dom do comando que um pouco lhe provinha das “origens” militares, sabia dissimulá-lo com grande interioridade.
Vivia de Deus, vivia da Igreja. Vivia de Nossa Senhora e de Dom Bosco. Consequentemente vivia para seus irmãos e para sua missão.
Tão pouco pensava em si mesmo que, após o Concílio do qual tinha participado com mente e coração de verdadeiro filho da Igreja deixou o cargo de Superior e retirou-se humildemente, antes como Reitor do Santuário Dom Bosco, na colina dos Becchi, e depois em Albaré, no seu doce Vêneto, até a morte.
Pe. Ziggiotti foi o primeiro Reitor-Mor Salesiano que, “passada a geração crescida na escola directa do fundador Dom Bosco”, precisou de “entrar nas fileiras” depois de um excepcional serviço.
O seu reitorado no pós-guerra foi marcado além das normais actividades de governo por uma extraordinária volta ao mundo que levou o superior a um contacto directo com a realidade da Congregação. A viagem fê-lo conhecer todos os irmãos, deu-lhe modo de confirmar e encorajar programações e particularmente impulsionou a reconstruir no espírito a unidade comunitária que os acontecimentos bélicos tinham prejudicado com anos de separação e segregação. Soube reconstruir democraticamente, quase em festa, mas nem por isso menos incisivamente.
Se tinha o dom do comando que um pouco lhe provinha das “origens” militares, sabia dissimulá-lo com grande interioridade.
Vivia de Deus, vivia da Igreja. Vivia de Nossa Senhora e de Dom Bosco. Consequentemente vivia para seus irmãos e para sua missão.
Tão pouco pensava em si mesmo que, após o Concílio do qual tinha participado com mente e coração de verdadeiro filho da Igreja deixou o cargo de Superior e retirou-se humildemente, antes como Reitor do Santuário Dom Bosco, na colina dos Becchi, e depois em Albaré, no seu doce Vêneto, até a morte.
Luís Rícceri (1901 - 1989)
Reitor-Mor de 1965 a 1977
Siciliano. Desde o momento da sua eleição exprimiu, numa sintética declaração, a que depois se tornaria seu programa fundamental de governo: “Para a frente com Dom Bosco vivo, hoje, para corresponder com as exigências do nosso tempo e as expectativas da Igreja”. Esta intenção foi coerentemente seguida até o fim do mandato, na véspera do qual o Pe. Rícceri ainda reafirmava: “Os destinatários de nossa missão são os jovens, elevados, nesta época, a uma importância primeira que se tornaram uma força explosiva e incontida (...). O Dom Bosco de que os jovens precisam é o Dom Bosco dos momentos de emergência, o Dom Bosco que arregaça a mangas...”.
É preciso lembrar que o seu reitorado, em anos de profunda inquietação social e cultural, foi acompanhado e aprovado, desde o início, pelas inquietações juvenis de 68. Estas inquietações envolveram não só os jovens mas também as várias instituições conexas: escolas e associações, educadores e legisladores, entidades estatais e eclesiásticas... No perceber a “força incontida” dos jovens e no referir-se a Dom Bosco e aos firmes princípios da sua mensagem, Pe. Rícceri manteve firme o timão que recebeu de seus predecessores. Ao mesmo tempo impulsionava a congregação toda a corresponder às urgentes exigências dos tempos a à grande expectativa da Igreja.
Esta “fidelidade dinâmica” ao espírito de Fundador volta como tema emergente nas palavras e nos escritos do superior, mas sobretudo nas iniciativas concretas, expostas nas frequentes viagens ao exterior, sempre rápidas e operacionais, e nos últimos encontros com os responsáveis pelas estruturas religiosas e pelos outros sectores específicos.
Entre outras coisas, Pe. Rícceri realizando em tempos maduros uma “hipótese” já meditada pelos precedentes Reitores-Mores transferiu para Roma a Direcção Geral da Sociedade Salesiana, separando-a da “Casa Mãe” de Valdocco e inserindo-a mais no coração geográfico, organizativo e espiritual da Igreja.
É preciso lembrar que o seu reitorado, em anos de profunda inquietação social e cultural, foi acompanhado e aprovado, desde o início, pelas inquietações juvenis de 68. Estas inquietações envolveram não só os jovens mas também as várias instituições conexas: escolas e associações, educadores e legisladores, entidades estatais e eclesiásticas... No perceber a “força incontida” dos jovens e no referir-se a Dom Bosco e aos firmes princípios da sua mensagem, Pe. Rícceri manteve firme o timão que recebeu de seus predecessores. Ao mesmo tempo impulsionava a congregação toda a corresponder às urgentes exigências dos tempos a à grande expectativa da Igreja.
Esta “fidelidade dinâmica” ao espírito de Fundador volta como tema emergente nas palavras e nos escritos do superior, mas sobretudo nas iniciativas concretas, expostas nas frequentes viagens ao exterior, sempre rápidas e operacionais, e nos últimos encontros com os responsáveis pelas estruturas religiosas e pelos outros sectores específicos.
Entre outras coisas, Pe. Rícceri realizando em tempos maduros uma “hipótese” já meditada pelos precedentes Reitores-Mores transferiu para Roma a Direcção Geral da Sociedade Salesiana, separando-a da “Casa Mãe” de Valdocco e inserindo-a mais no coração geográfico, organizativo e espiritual da Igreja.
Egídio Viganó (1920-1995)
Reitor-Mor de 1977 a 1995
Como superior geral de uma relevante instituição religiosa e de várias outras “associações” em conexão, foi particularmente atento aos problemas do mundo e do terceiro mundo.
De modo organizado partilhou o Pão do Concílio com seus irmãos mediante precisas “cartas” formuladas como propostas de vida (na Igreja e para a Igreja), com o carisma de Dom Bosco.
Manteve-se sempre em dia, com a participação nas mais importantes assembleias eclesiais (em Medellín, Puebla e Roma em vários sínodos), e como presidente da União dos Superiores Gerais (USG). Pelo Papa João Paulo II foi designado com outros dois Superiores Gerais (o Beneditono e o Jesuíta) como membro do Sínodo extraordinário no XX aniversário do Concílio.
Por estas e outras notáveis experiências e benemerências, o reitorado do Pe. Egidio Víganó acentuou na Família Salesiana aquele “sentire cum Ecclesia” e aquela fidelidade ao Papa que, em Dom Bosco, foram notas características e imprescindíveis. Tudo isso, ao mesmo tempo, impulsionou no parâmetro eclesial a actualização `na fidelidade` à qual é chamada a Família Salesiana no limiar do Terceiro Milênio.
O Papa nomeou-o Consultor do Pontifício Conselho para os Leigos, da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica.
Foi também membro da Congregação para a Evangelização dos Povos, da sessão preparatória do Sínodo dos Bispos para a Europa, a da Comissão Interdicasterial permanente para uma adequada distribuição do Clero.
Por dois anos foi também presidente da União dos Superiores Gerais (USG).
Como membro nomeado pelo Papa, participou dos 6 Sínodos dos Bispos, celebrados em Roma de 1980 a 1994. Participou também em especiais reuniões no Vaticano (1981 - 1982) com Cardeais, Bispos e Superiores Gerais, para tratar de problemas da América Central.
Em 1983 participou nos diálogos dos superiores gerais com o Papa, sobre os problemas e as perspectivas da Vida Religiosa na Igreja. Em 1986 foi convidado para pregar os exercícios espirituais para o Papa e a Cúria Romana. Colaborou particularmente no último Sínodo sobre Vida Consagrada.
Vitimado por um tumor, passou seus últimos meses no sofrimento.
O Pe. Viganó será também lembrado como apreciado autor de inúmeras publicações de carácter teológico e espiritual.
O Pe. Juan Edmundo Vecchi nasceu em Viédma (Argentina) em 23 de Junho de 1931, de pais Italianos, parente do coadjutor Artêmides Zatti, beatificado em Abril de 2002 pelo Papa João PauloIII.
Em 1947 professa pela primeira vez os votos religiosos na Congregação Salesiana e, em 1958, é ordenado sacerdote em Turim.
Por quase trinta anos desempenha tarefa de animação mundial da congregação como: Conselheiro regional para a América Latina (Atlântico), Vigário do Reitor-Mor (90 - 96), e enfim Reitor-Mor dos Salesianos de 20 de Março de 1995 até ao dia da sua morte, 23 de Janeiro de 2002.
Pe. Vecchi foi grande inovador da pastoral juvenil salesiana, à qual levou sua sensibilidade pós-conciliar e o profundo conhecimento dos jovens e do mundo actual, graças ao primoroso senso antropológico e educativo de que era dotado, e que encontrou a sua profunda preparação teológica.
Muitas pessoas que o conheceram enaltecem o seu arrojo espiritual que o animou e que o tornou entusiasta e optimista.
Uma síntese biográfica publicada pelo ANS no dia de sua morte, assim o relata:
“Foi, sem dúvida, um grande trabalhador, homem de fé, espelho fiel da leitura carismática de Cristo que o Espírito Santo confiou a Dom Bosco. Homem da escuta, atento à cultura moderna, acreditou na possibilidade do encontro entre fé e cultura, caridade e religiosidade. Acentuada capacidade de captar o ponto central das questões, mas respeitoso das opiniões dos outros, foi um animador com ideias claras, abertas, partilhadas, capaz de traçar com optimismo novos horizontes e de impulsionar um projecto estabelecido”.
Em 1947 professa pela primeira vez os votos religiosos na Congregação Salesiana e, em 1958, é ordenado sacerdote em Turim.
Por quase trinta anos desempenha tarefa de animação mundial da congregação como: Conselheiro regional para a América Latina (Atlântico), Vigário do Reitor-Mor (90 - 96), e enfim Reitor-Mor dos Salesianos de 20 de Março de 1995 até ao dia da sua morte, 23 de Janeiro de 2002.
Pe. Vecchi foi grande inovador da pastoral juvenil salesiana, à qual levou sua sensibilidade pós-conciliar e o profundo conhecimento dos jovens e do mundo actual, graças ao primoroso senso antropológico e educativo de que era dotado, e que encontrou a sua profunda preparação teológica.
Muitas pessoas que o conheceram enaltecem o seu arrojo espiritual que o animou e que o tornou entusiasta e optimista.
Uma síntese biográfica publicada pelo ANS no dia de sua morte, assim o relata:
“Foi, sem dúvida, um grande trabalhador, homem de fé, espelho fiel da leitura carismática de Cristo que o Espírito Santo confiou a Dom Bosco. Homem da escuta, atento à cultura moderna, acreditou na possibilidade do encontro entre fé e cultura, caridade e religiosidade. Acentuada capacidade de captar o ponto central das questões, mas respeitoso das opiniões dos outros, foi um animador com ideias claras, abertas, partilhadas, capaz de traçar com optimismo novos horizontes e de impulsionar um projecto estabelecido”.
(ANS: Agência iNfo Salesiana)
Reitor-Mor Actual
"O Reitor-Mor, superior da Sociedade Salesiana, o sucessor de Dom Bosco, pai e centro de unidade da Família Salesiana. É sua principal solicitude promover, em comunhão com o Conselho Geral, a constante fidelidade dos sócios ao carisma salesiano para cumprir a missão confiada pelo Senhor na nossa Sociedade. ". (C 126)
"Morreu o vosso primeiro Reitor. Mas o nosso verdadeiro superior, Jesus Cristo, no morrer. Ele será sempre nosso mestre, nosso guia, nosso modelo. No vos esqueçais, porém, de que, a seu tempo, ele mesmo ser o nosso juiz e remunerador da nossa fidelidade ao seu serviço. O vosso Reitor já no vive, mas ser eleito outro que cuidar de vós e da vossa eterna salvação. Ouvi-o, amai-o, obedecei-lhe, rezai por ele, como fizestes para comigo." (Testamento espiritual de Dom Bosco)
"O centro que garante a unidade, no pensamento de Dom Bosco, o Reitor-Mor. Nele todos reconhecem um tríplice ministrio de unidade: sucessor de Dom Bosco, Pai de todos, centro de unidade da Famlia. O Reitor-Mor sucessor de Dom Bosco, e um vínculo ininterrupto o prende Sua pessoa e o torna idóneo a representá-lo hoje de maneira viva." (Carta di Comunione, 9)









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